por Fernando Oliveira.
So, let's go, vamos lá.
Achei fundamental para a minha existência (e isso demonstra que ela não vale lá grandes coisas) começar essa blog fazendo uma crítica a esse filme. Sinto-me na necessidade de fazê-lo, considerando que pelas estatísticas atuais surge uma nova poser de Twilight por dia. Ou seria por hora? Não sei, sempre fui péssimo com números (Isah que o diga).
Ao livro:
um dia desses estava passando por umas comunidades no orkut quando vi uma que falava sobre a 'filosofia' de Twilight. Sinceramente, por alguns instantes eu pensei se tratar de uma piada.
Não era. Aparentemente aquelas garotas (e digo aquel
as garot
as porque são poucos os homens que se dizem fãs da série) acreditavam que certas passagens do livro continham mais filosofia do que os textos de Platão e Sócrates somados. Agiam como se Stephanie Meyer fosse alguma espécie de sábia, escrevendo o melhor texto do mundo ou algo parecido.
Lamento informar, mas não é.
Cá entre nós, Twilight não foi mais que um golpe de sorte de Meyer. A história é nada mais que uma seqüência de clichês e que deram certo em outros livros, pessimamente resumidos em um livro. Certo, o primeiro livro da série foi, sim, razoavelmente bom (Ao contrário de sua adaptação cinematográfica), mas a escrita do segundo em diante se tornou maçante e cansativa, cheia de repetições desnecessárias e
chatas, que fazem você ter vontade de pular algumas páginas e chegar a algo que realmente interesse – o que, cá entre nós, não é muita coisa. Pode-se até dizer que J. K. Rowling usou um processo parecido em HP7 mas, por favor, não há como comparar, certo? E por mais que há quem diga que Meyer irá desbancar Rowling, eu sou contra; para chegar a
um terço do que J. K. Rowling é, Smeyer tem que ter
muitos outros 'pesadelos'.
Isabella Swan é uma personagem imatura e, - assim como a atriz que a interpreta – não despertaria o interesse em ninguém (pelo menos, não em condições normais). Edward Cullen teve toda a eternidade para se apaixonar, mas escolheu uma garota desastrada, feia e sem um pingo de atrativos naturais e que passaria em branco em qualquer situação normal. Por mais que a autora tente demonstrar a suposta maturidade da personagem, durante todo o correr dos livros percebemos que até um lobisomem (que, vejam só, nem mesmo é um lobisomem de verdade!) em seus momentos de fúria consegue ser mais são que ela. Não é de se estranhar que seja tão facilmente manipulável.
Um dos fatores que mais me desagradou no livro também foi a distorção (e estou usando um eufemismo aqui) dos vampiros. Deus do céu, vampiros em sua concepção tipica são atraentes; transformá-los em emos e metrossexuais, que cursam faculdades e vão ao colégio em volvos não é exatamente a coisa mais sã a se fazer. Vampiros que brilham ao sol! Provavelmente o primogênito da raça bebeu um balde de purpurina para conseguir essa característica tão...
peculiar. Se Twilight fosse uma comédia e não uma tentativa medíocre de romance, poderia ser quase engraçado.
Quase.
Entretanto, há uma lição muito boa a ser extraída deste livro; garotas, aprendam a valorizar os rapazes a sua volta. Parem de viver em um mundo de fantasia porque garotos como Edward Cullen não existem e, se existissem, seriam gays. Além do mais, quem iria querer passar a vida ao lado de um cara grudento, volúvel, que não deixa você ter amigos e te controla a cada passo que você dá?
(e antes que venham com argumentos de fã poser de 'você não leu o livro' e blá, blá, blá, eu li
sim os quatro livros da série, obrigado.)
Ao filme:
uma versão pioradinha do livro, é o que eu tenho a dizer. Se algum cineasta ler isso um dia, fica uma dica:
nunca faça um filme com um orçamento baixo se não você terá mais ou menos a mesma catástrofe que foi Twilight. Uma péssima escalação de atores para os papéis principais – eu particularmente só gostei do Charlie – e uma adaptação horrível. No livro não diz que vampiros precisam ser brancos?! Robert Pattinson só era branco no espaço entre os cabelos e o nariz. As marcas do barbeamento dele ainda estavam visíveis – e é impossível que não tenham percebido isso durante as gravações, já que foi basicamente o filme inteiro! E aqueles
cabelos? Eu esperava que a interpretação deles ao menos valesse a pena, mas os tiques nervosos de Pattinson e Stewart me fizeram perder o ânimo antes dos vinte primeiros minutos – e eu só posso falar deles, já que os outros atores tiveram pouca ou nenhuma fala durante todo o filme. E eu esperava ver um pouco de Alice/Jasper! Coitado do Rathbone, teve duas falas durante o filme todo. À proposito, alguém lembrou a Nikki Reed que Rosalie é
magra? Ela parece ter esquecido desse detalhe...
O resto do filme foi basicamente eles pulando de um galho para o outro – e nesse momento eu achei que tivessem trocado o filme, estavam passando uma versão amazônica de 'Homem Aranha' ou 'King Kong'. Quase dormi depois da primeira meia-hora – e a única cena que me deixou realmente animado foi a cena do jogo. Aah, se o filme todo tivesse sido tão bom quanto! Mas não era de se esperar demais (Até porque, de certa forma, eu tinha ido precavido, principalmente depois dos Harry Potter's 3, 4 e 5).
Para concluir, não posso dizer que foi dinheiro mau-gasto. Foram mais de duas horas de boas risadas, analisando os pontos negativos e negativos daquele filme trash. Eu não o aconselho, claro; até Underworld – Anjos da Noite foi melhor. Sério.
E uma dica de livro para quem gosta de vampiros;
Vampire Kisses, de Ellen Schreiber. É cheio de clichês? É! Mas o que o diferencia de Twilight é que a escritora é
boa e a personagem principal não é uma ridícula retardada que aceita tudo o que o namorado diz de boca fechada. Raven Madison é tudo o que Bella Swan jamais conseguirá ser.