terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Oh traiçoeiro tempo!

por Isabela Resende.

E já é quarta- feira! Eu tenho a impressão de que ontem era segunda e de que semana passada eu estava apenas começando minhas férias. Férias?! Não estou acreditando que elas já se foram. Ou estão bem perto da extinção total. A próxima segunda me encara fria e soberana, sei que não vou poder fugir. Você vai pensar que eu não gosto de estudar ou coisas como ‘ Que menina folgada!‘ Mas a questão infelizmente não é essa.


Ir a escola é uma das minhas paixões. Peço, por favor, não me chame de doida. O nome pra isso é simples: insegurança. É o terceiro colegial ( veja como o nome se impõe por si ! ) e todas as implicações que ele carrega. Talvez eu esteja apavorada sem muita necessidade. É bem verdade que eu queria que fosse sem motivos. Tudo bem, vamos enumerar. Eu posso ver lá ao final do ano o vestibular me esperando e não importa quantas vezes me digam que não é nada demais por que sim, é algo demais! Tomar uma decisão que vai influenciar em toda a sua vida assusta um pouco, confesse. Também consigo visualizar todas as carreiras se abrindo a minha frente como perigosas ( e por isso, chamativas ) direções incertas. Todas as pessoas devem ter plena certeza sobre suas habilidades com 17 anos vividos? Sabe, eu sempre amei Matemática, exatas me fascinam ( sem exageros, é tão lindo ). E eu adoro História. Escolherei corretamente a minha profissão? A nostalgia desse ano é quase palpável, a propósito. ‘ O último ‘ parece combinar de maneira tão perfeita com ele, não me atrevo nem a contestar. Antes da faculdade, antes de botar a cara pra fora da sua casa e assumir que você traça o seu caminho sozinho ( ou quase assim. ) agora ... Antes, tem ele. Sem contar das dificuldades que estão inclusas no pacote. Já posso me ver com profundas olheiras e um pouco pirada, segurando um livro. Com certeza, será o de Biologia. Eu já disse que odeio biologia? Controverso, não gosto da matéria e estou a discutir as possibilidades da minha vida. Mas o fato não me impede. Acho que muitos terceiranistas concordam comigo. Entretanto, justamente por essas razões 2009 apresenta-se tão atraente. O gostinho de nunca mais instiga os seres humanos, posso imaginar o efeito sobre os meus companheiros de luta ( e de sala ) que isso terá. Tem outro ponto positivo – contrapondo o temível lado negativo – do terceiro: a formatura. Estou chamando-o de terceiro, estamos um pouco mais íntimos, então. Sempre imaginei a minha festa ao concluir o Ensino Médio e ela está bem próxima agora. É outra coisa que consigo observar daqui, pensando no futuro. Vou torcer, enfim, para que nos últimos dias do ano ( ou nos primeiros do próximo ) eu esteja cheia de ovos e farinha, muito descabelada e considerando tudo isso uma bobagem.


Boa sorte pra todos os estudantes que cursarão o 3° Col em 2009!


Ps: o texto está com a acentuação antiga ( antiga?). não, a reforma ortográfica não me agradou.

Crítica - Twilight Series

por Fernando Oliveira.

So, let's go, vamos lá.
Achei fundamental para a minha existência (e isso demonstra que ela não vale lá grandes coisas) começar essa blog fazendo uma crítica a esse filme. Sinto-me na necessidade de fazê-lo, considerando que pelas estatísticas atuais surge uma nova poser de Twilight por dia. Ou seria por hora? Não sei, sempre fui péssimo com números (Isah que o diga).

Ao livro:
um dia desses estava passando por umas comunidades no orkut quando vi uma que falava sobre a 'filosofia' de Twilight. Sinceramente, por alguns instantes eu pensei se tratar de uma piada. Não era. Aparentemente aquelas garotas (e digo aquelas garotas porque são poucos os homens que se dizem fãs da série) acreditavam que certas passagens do livro continham mais filosofia do que os textos de Platão e Sócrates somados. Agiam como se Stephanie Meyer fosse alguma espécie de sábia, escrevendo o melhor texto do mundo ou algo parecido.

Lamento informar, mas não é.

Cá entre nós, Twilight não foi mais que um golpe de sorte de Meyer. A história é nada mais que uma seqüência de clichês e que deram certo em outros livros, pessimamente resumidos em um livro. Certo, o primeiro livro da série foi, sim, razoavelmente bom (Ao contrário de sua adaptação cinematográfica), mas a escrita do segundo em diante se tornou maçante e cansativa, cheia de repetições desnecessárias e chatas, que fazem você ter vontade de pular algumas páginas e chegar a algo que realmente interesse – o que, cá entre nós, não é muita coisa. Pode-se até dizer que J. K. Rowling usou um processo parecido em HP7 mas, por favor, não há como comparar, certo? E por mais que há quem diga que Meyer irá desbancar Rowling, eu sou contra; para chegar a um terço do que J. K. Rowling é, Smeyer tem que ter muitos outros 'pesadelos'.

Isabella Swan é uma personagem imatura e, - assim como a atriz que a interpreta – não despertaria o interesse em ninguém (pelo menos, não em condições normais). Edward Cullen teve toda a eternidade para se apaixonar, mas escolheu uma garota desastrada, feia e sem um pingo de atrativos naturais e que passaria em branco em qualquer situação normal. Por mais que a autora tente demonstrar a suposta maturidade da personagem, durante todo o correr dos livros percebemos que até um lobisomem (que, vejam só, nem mesmo é um lobisomem de verdade!) em seus momentos de fúria consegue ser mais são que ela. Não é de se estranhar que seja tão facilmente manipulável.

Um dos fatores que mais me desagradou no livro também foi a distorção (e estou usando um eufemismo aqui) dos vampiros. Deus do céu, vampiros em sua concepção tipica são atraentes; transformá-los em emos e metrossexuais, que cursam faculdades e vão ao colégio em volvos não é exatamente a coisa mais sã a se fazer. Vampiros que brilham ao sol! Provavelmente o primogênito da raça bebeu um balde de purpurina para conseguir essa característica tão...peculiar. Se Twilight fosse uma comédia e não uma tentativa medíocre de romance, poderia ser quase engraçado. Quase.

Entretanto, há uma lição muito boa a ser extraída deste livro; garotas, aprendam a valorizar os rapazes a sua volta. Parem de viver em um mundo de fantasia porque garotos como Edward Cullen não existem e, se existissem, seriam gays. Além do mais, quem iria querer passar a vida ao lado de um cara grudento, volúvel, que não deixa você ter amigos e te controla a cada passo que você dá?

(e antes que venham com argumentos de fã poser de 'você não leu o livro' e blá, blá, blá, eu li sim os quatro livros da série, obrigado.)

Ao filme:

uma versão pioradinha do livro, é o que eu tenho a dizer. Se algum cineasta ler isso um dia, fica uma dica: nunca faça um filme com um orçamento baixo se não você terá mais ou menos a mesma catástrofe que foi Twilight. Uma péssima escalação de atores para os papéis principais – eu particularmente só gostei do Charlie – e uma adaptação horrível. No livro não diz que vampiros precisam ser brancos?! Robert Pattinson só era branco no espaço entre os cabelos e o nariz. As marcas do barbeamento dele ainda estavam visíveis – e é impossível que não tenham percebido isso durante as gravações, já que foi basicamente o filme inteiro! E aqueles cabelos? Eu esperava que a interpretação deles ao menos valesse a pena, mas os tiques nervosos de Pattinson e Stewart me fizeram perder o ânimo antes dos vinte primeiros minutos – e eu só posso falar deles, já que os outros atores tiveram pouca ou nenhuma fala durante todo o filme. E eu esperava ver um pouco de Alice/Jasper! Coitado do Rathbone, teve duas falas durante o filme todo. À proposito, alguém lembrou a Nikki Reed que Rosalie é magra? Ela parece ter esquecido desse detalhe...

O resto do filme foi basicamente eles pulando de um galho para o outro – e nesse momento eu achei que tivessem trocado o filme, estavam passando uma versão amazônica de 'Homem Aranha' ou 'King Kong'. Quase dormi depois da primeira meia-hora – e a única cena que me deixou realmente animado foi a cena do jogo. Aah, se o filme todo tivesse sido tão bom quanto! Mas não era de se esperar demais (Até porque, de certa forma, eu tinha ido precavido, principalmente depois dos Harry Potter's 3, 4 e 5).

Para concluir, não posso dizer que foi dinheiro mau-gasto. Foram mais de duas horas de boas risadas, analisando os pontos negativos e negativos daquele filme trash. Eu não o aconselho, claro; até Underworld – Anjos da Noite foi melhor. Sério.

E uma dica de livro para quem gosta de vampiros; Vampire Kisses, de Ellen Schreiber. É cheio de clichês? É! Mas o que o diferencia de Twilight é que a escritora é boa e a personagem principal não é uma ridícula retardada que aceita tudo o que o namorado diz de boca fechada. Raven Madison é tudo o que Bella Swan jamais conseguirá ser.